quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Centenário de Jânio Quadros



O velho comemoraria 100 anos hoje. Já pensei inúmeras vezes sobre qual seria sua reação a tudo que vem acontecendo politicamente, nos últimos tempos. É exercício de pura hipótese, e dos mais ingratos, pois Jânio não era exatamente uma pessoa previsível.

Meses depois de sua morte, no início de 1992, o presidente cuja eleição ele apoiou sofreu o impeachment; o Brasil passou a década seguinte sob FHC, a quem Jânio admirou no começo e deplorou em seguida, impingindo-lhe acachapante derrota.

Na aurora do novo século o PT ascendeu ao poder. O PT que Jânio elogiou e tratou com o maior carinho desde sua fundação, e que incluía em seus quadros alguns políticos janistas ou saídos de hostes janistas, como Plínio e Hélio Bicudo. O carinho não foi recíproco. Lula e José Dirceu rechaçaram qualquer aproximação e rejeitaram Jânio.

Acredito que Jânio teria ficado ao lado do povo. Acredito que teria transcendido suas opiniões pessoais e votado em FHC em 1994 e 1998; teria apoiado Lula em 2002, se rebelado contra o mensalão, apoiado Geraldo em 2006, Marina em 2010 e Aécio em 2014.

Apoiaria manifestações populares pacíficas como as que levaram ao impeachment de Dilma e condenaria com veemência aquelas onde há qualquer tipo de vandalismo. Assim como condenaria a falta de firmeza de governantes que permitiram invasões e ocupações que redundaram em ócio e depredação de faculdades e secretarias de Estado.

Não sei até onde teria se identificado com Clinton. Talvez em 1992, contra Bush pai, mas não estou certo quanto à reeleição contra Bob Dole. É possível que sim, pois creio que sua ideologia do momento seria a do neo-liberalismo preconizado pelos democratas norte-americanos.

Jânio acompanharia a guinada do mundo para a esquerda. Apoiaria Al Gore em 2000, John Kerry em 2004 e - com a autoridade e a benemerência de quem nomeou o primeiro embaixador negro de nossa história - soltaria fogos na duas eleições de Obama. Com Trump seria cauteloso, como costumava ser com ditadores. Publicamente elogiaria a idéia de um empresário na presidência e acharia certa graça no moralismo falso de alguém tão fundamentalmente imoral em sua vida pessoal. E intimamente lamentaria a burrice dos eleitores norte-americanos.

Teria adorado os rasgos de autoritarismo de Joaquim Barbosa, teria ignorado a existência do PSOL como um todo, teria aceito a admiração de Bolsonaro sem, entretanto, retribuí-la de forma nenhuma, elogiaria copiosamente Sérgio Moro, apoiaria ferrenhamente a Lava-Jato estando seus colegas envolvidos ou não em trampolinagens e apoiaria João Dória para a prefeitura, irritado com a proliferação de ciclofaixas caras e inúteis e horrorizado com a degradação de seus amados arcos na 23 de maio.

Jânio estaria se divertindo horrores.

Saudades do velho. Ele faz muita falta em nossa política.

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Jânio - Vida e Morte do Homem da Renúncia
Vol I: "Um Moço Bem Velhinho"
Bernardo Schmidt
Editora O Patativa
350 pgs ilustradas
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Veja também:

sábado, 21 de janeiro de 2017

Pílulas Janísticas — 8

Compilação de publicações da página da biografia de Jânio Quadros no Facebook

A CIGARRA - Janeiro de 1955


Perguntado pela revista A Cigarra, junto a diversos outros intelectuais, sobre qual considerava o maior acontecimento do ano anterior (1954), o escritor Raymundo Magalhães Jr, surpreendeu, deixando o suicídio de Getúlio em segundo plano, e escolhendo a eleição de Jânio para o governo, na qual derrotou Adhemar e Prestes Maia, o mais importante.

"Mais do que o próprio suicídio do Sr. Getúlio Vargas, que foi apenas o desenlace de uma crise que ele próprio ajudara a criar e que teve aspectos mais negativos que positivos, impressionou-me - direi mesmo que entusiasmou-me - a vigorosa e bela reação moral do povo paulista, condenando ao ostracismo o corrupto Adhemar de Barros e elegendo Governador de São Paulo a figura moça, nova, honesta, enérgica e dinâmica de Jânio Quadros. Tal foi, pelo exemplo que oferece e pela perspectiva que nos abre, o maior acontecimento brasileiro de 1954". (04/09/2016)

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DILMA, COLLOR, GETÚLIO E JÂNIO


Dilma
Houve, por conta deste episódio de impeachment pelo qual atravessamos, comparações da situação da ex-presidente Dilma com a de presidentes que passaram por turbulência institucional semelhante, desde Fernando Collor até Jânio e Getúlio. Vejamos:

Collor pegou a pior bucha da história, um país em ruínas sob o grilhão da hiperinflação, na qual deu um tiro certeiro e duro, mas no caminho cometeu erros, contrariou e chateou quem não devia, se sentiu maior do que era e, mesmo renunciando, acabou cassado num processo eivado de equívocos. Dilma pegou o país nadando em mar calmo, na esteira da estabilização econômica que Fernando Henrique promoveu e Lula simplesmente botou em piloto automático. Mas acabou tropeçando em três coisas: o inchaço absurdo de programas assistencialistas e eleitoreiros, a corrupção sistêmica e institucionalizada pelo PT, e sua profunda e rematada incompetência.

Collor
Apeada da presidência, ela manteve seus direitos em trapaça sórdida de grupinho sobejamente conhecido. Há uma certa semelhança na arrogância de ambos e em duas certezas: a de que o povo ficaria do lado deles. Não ficou. E de que não haveria punição. Houve.

Com Getúlio não há o mais ínfimo paralelismo. Dilma citar Getúlio em seus discursos é mistura de alucinação com ignorância. Mostra que a falta de cultura se espalha inclusive por quem escreve seus discursos. O governo democrático de Vargas é um balaio de gatos que tem como protagonistas um esquizofrênico - Vargas, caudilho, complexado, inseguro e ameaçando tirar a vida ao menor sinal do que pensava ser a "desonra" - um sicário - Gregório, capanga de fidelidade canina, pronto para matar ou morrer pelo presidente - e um sociopata - Lacerda, doente, destrutivo, complexado e amoral. O resultado foi o suicídio do primeiro, a prisão do segundo e um tiro dado no pé do terceiro. Semelhanças com Dilma, só na cabeça de vento dessa petezada imbecil.

Vargas
Quanto a Jânio, não apenas não há semelhanças como é caso inteiramente oposto. Jânio chegou à presidência em 1960 com uma votação magnífica, consagradora, maior, proporcionalmente, que a de Vargas em 50 e muito longe dos dois segundos turnos doídos e sofridos de Dilma. Nos rápidos sete meses em que esteve à frente da presidência, fez um excelente trabalho. Enquanto o impeachment de Dilma foi recebido com alegria e alívio pelo brasileiro, a renúncia de Jânio pegou o Brasil de surpresa e provocou o mais profundo pesar. Pontos em comum existem entre Jânio e Getúlio - 1) obsessão por suicídio no primeiro, e por renúncia no segundo; 2) o mesmo sociopata que ajudou a provocar o suicídio do primeiro, provocou a renúncia do segundo - e entre Jânio e Collor - imaturidade e arrogância. Em comum com Dilma? NADA. Nem mesmo a convicção de que partiria do povo um movimento de resistência, porque enquanto Collor e Dilma foram depostos, Jânio entregou a presidência de mão beijada. Qualquer resistência, nesse caso, seria não à sua deposição, mas a seu próprio gesto, incoerência que pode ser incluída no rol de conjecturas equivocadas e erros palmares que envolve a renúncia. 

Lacerda e a diferença de apenas um dia entre o suicídio de Vargas e a renúncia de Jânio.
Charge de SamPaulo.

Deixo o comentário a David Nasser, que não tinha maior simpatia por Jânio, e que depois da renúncia tornou-se seu pior e mais acrimonioso detrator. Eis o que disse o lugar-tenente de Chatô dois meses antes de renúncia:

David Nasser
"Jânio está fazendo um bom governo. As linhas mestras de sua administração vêm impregnadas de sinceridade, de amor à sua gente, de respeito ao humilde bom, de desprezo ao poderoso mau - e é tão marcante a sua dignidade, quando procura a solução que beneficia os interesses de quem nunca teve ninguém a defendê-los, que se confunde tal tendência com um falso extremismo. Não fora a sua acentuada inclinação para o grupo neutralista e eu me atreveria a dizer que nunca o Brasil teve um governo tão anticomunista. Ferindo as áreas favoritas da propaganda antidemocrática, ele impossibilita a disseminação de idéias e soluções extremas. O que Jânio estaria fazendo - se se libertasse de analogias - seria a mais inteligente propaganda contra o comunismo no hemisfério. Já não se combate o comunismo desenhando o olho de Moscou nos muros das cidades e exibindo filmes onde os russos aparecem bebericando cocktail-molotov de sangue e ossos humanos e devorando carne de bebê. A maneira de combater o comunismo é torná-lo desnecessário. Criar condições de vida que não justifiquem a mudança. Valorizar a liberdade. Amparar o velho. Dar um nível mínimo a todos os seres humanos". (O Cruzeiro, 10/06/1961) (12/09/2016)

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JÂNIO OU JURACY


Lacerda criou um embaraço dentro da UDN quando chancelou o nome de Jânio convenção que escolheria o candidato do partido para concorrer nas eleições de 1960. Por coerência e fidelidade partidária, o certo era lançar o baiano Juracy Magalhães; Lacerda, porém, sabia que se tratava de um passo maior que a perna para Juracy, que não era conhecido em nenhum outro estado brasileiro além da Bahia, e teria provavelmente uma performance semelhantes à de Eduardo Gomes e Juarez Tavora, nas urnas.

Jânio não era exatamente um estranho para a UDN e inclusive estivera alinhado com o partido em algumas eleições. Mas era um outsider, não tinha apreço por agremiações partidárias e não costumava respeitar acordos ou compromissos feitos antes das eleições. A UDN relutou mas acabou aceitando.

E teve sua única grande vitória nacional.

Na charge de Appe, publicada em outubro de 59, vemos a indecisão da velha matrona UDN, diante das duas opções. (23/09/2016)

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FAIXA PRESIDENCIAL


O Carlos Eduardo Gomes me perguntou sobre fotos ou pinturas de Jânio com a faixa presidencial. É curioso, porque nos faz pensar a razão pela qual Jânio foi provavelmente o único presidente eleito que não fez uma foto oficial com a faixa, para ser distribuída pelas repartições, escritórios e demais secretarias ligadas ao governo, pelo país.

Talvez não quisesse; não gostava de fotos posadas olhando para a câmera, pois o estrabismo o incomodava, na própria imagem. Talvez não houvesse tempo, oportunidade. Ou talvez Jânio simplesmente não considerasse necessário. A questão é que não há foto oficial e só o que vemos por aí são pinturas nas quais ele aparece com a faixa, e algumas fotos do dia da posse.

Esta é uma das mais famosas, e estampou a capa da Manchete quando Jânio assumiu. Jânio está sorrindo, e a seu lado, sorrindo ainda mais, reconhece-se seu velho amigo Jair Carvalho Monteiro, a quem entrevistei várias vezes. (26/09/2016)

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JÂNIO EM ALAGOAS

Jânio gostava de Alagoas e dos nordestinos. Não perdia vaza para lembrar que apoiara o paraibano José Américo, o cearense Juarez Távora e que vieram de Alagoas os dois primeiros presidentes da República.

Este artigo do Diário de Notícias é de uma viagem feita por Jânio e Milton Campos a Alagoas na campanha presidencial, pouco antes das eleições. É de 3 de agosto de 1960 e com ele mando meu abraço a todos os alagoanos que curtiram a página pela indicação do amigo Carlos Eduardo Gomes. (29/09/2016)

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15 DE NOVEMBRO DE 1985


A própria definição de uma "derrota pedagógica". Como FHC melhorou, depois de levar essa surra de Jânio...

(JB, 15/11/85) (03/10/2016)

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ET TU, CASTELLINHO?


Até mesmo o velho Carlos Castello Branco, jornalista modelar, mestre de tantas gerações e ex-assessor de imprensa de Jânio na presidência, por um momento acreditou que os institutos estavam corretos e Jânio seria largamente derrotado. Ou isso, ou estava mandando um recado sutil aos donos dos institutos, sobre o desastre que estavam prestes a enfrentar, com tamanho erro.

Leiam. (JB, 15/11/85) (03/10/2016)

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TUTU, 1988



Na Constituinte tivemos Tutu. Uma mulher inteligente, viajada experiente, falava quatro idiomas, progressista e esteve ao lado das mulheres e dos trabalhadores em todos os momentos.

Hoje temos a bancada da chupeta. Gleisi, Graziottin, Fátima et stercore. Como pudemos descer tanto?

No video, do Roda Viva de 1988, Tutu fala com máxima lucidez sobre as mulheres. (05/10/2016)

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TUTU FALA DE JÂNIO, 1988



A então deputada Tutu fala de seu pai no Roda Viva de 1988. (19/10/2016)

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1960


(11/10/2016)

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1961


Londres, com a mãe Leonor e a esposa Eloá, semanas após a renúncia. (12/11/2016)

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FIDEL (1926/2016)


Bom, esse traste finalmente morreu.

Não perderei meu tempo fazendo-lhe o necrológio, porque implicaria em fazer também a AUTÓPSIA de sua pobre ilha.

Cuba experimentou o êxtase de uma revolução justa durante três ou quatro anos. Depois disso estagnou na megalomania criminosa de seu líder e virou um parasita menor da velha URSS. Vazios os cofres soviéticos, o reino de Fidel virou um projeto cingapura; prédios bonitinhos nas franjas, favela por dentro. Presos políticos, imprensa completamente amordaçada e intimidada, metade da população querendo fugir, médicos competentes que não sabem o que é um tomógrafo, e um ditador mumificado berrando a mesma cantilena de "imperialismo yankee" depois de 50 anos.

Cuba é hoje uma cidadezinha pobre e provinciana dos anos 40, graças a essa ditadura sórdida.

Quem tem mais de 25 anos e ainda canta loas a esse velho cafajeste, não precisa aprender história; precisa de um psiquiatra.

(Na foto, Jânio e Fidel em 1960, quando o brasileiro, em campanha presidencial, visitou Cuba) (26/11/2016)

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JÂNIO E TENÓRIO CAVALCANTI


Descendo de um navio, provavelmente em Pernambuco, 1960. (15/12/2016)

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SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - 1958


"A Usina Hidrelétrica Limoeiro foi inaugurada em 25 de setembro de 1958 pelo então governador do Estado de São Paulo Jânio Quadros, passando a se chamar oficialmente usina Armando de Salles Oliveira em homenagem ao ex-governador do Estado. Nos microfones, Carvalho Pinto, secretário da Fazenda, Jânio Quadros e Sebastião José Rodrigues, secretário da Prefeitura de São José". (26/12/2016)

Fonte: http://cidadelivredoriopardo.com.br/materia/169/2/home 

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TUTU


Capa da Manchete em outubro de 1960, por conta de seu casamento, no mesmo mês em que Jânio era eleito presidente;

Hoje ela completaria 73 anos.

Saudade e gratidão. (28/12/2016)

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A ESCOLA DE JÂNIO

A visita surpresa de Dória
Depois das mesóclises de Temer, mais um político tenta adotar gestos ou medidas popularizadas por Jânio. Neste caso foi João Dória, que hoje fez uma visita "surpresa" a repartições públicas de Sapopemba.

As aspas do "surpresa" vêm da página do próprio prefeito, e explicam-se; não foi uma visita surpresa, como as que Jânio fazia, inclusive de madrugada. Segundo a Folha, o subprefeito de Sapopemba foi avisado que o prefeito estava chegando. E que eu saiba, Jânio não costumava levar fotógrafos nessas visitas...

Mas os tempos são outros. Diante do que se tornou a prefeitura nos últimos anos, o gesto de Dória é válido e espero que surta o efeito desejado. (05/01/2017)

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RECUPERAÇÃO DOS ARCOS DE JÂNIO


Uma belíssima notícia. Espero que todos os desenhos ridículos e pichações que desfiguraram os arcos descobertos por Jânio sejam apagados. E que os arcos sejam restaurados e voltem a ser a obra de arte que sempre foram antes da desastradíssima administração de Fernando Haddad.

Parabéns ao prefeito João Dória. (14/01/2016)

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JÂNIO NA ÓTICA DE SAMPAULO




O cartunista Paulo Brasil Gomes de Sampaio (1931/1999) deixou charges excelentes sobre o período de Jânio na presidência, muitas delas publicadas no livro "H,u,m,o,r do 1º ao 5º". (15/01/2017)

Fonte: http://sampaulocartunista.blogspot.com.br/2013/03/1961-na-visao-de-sampaulo.html

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JÂNIO E A GREVE DOS ESTUDANTES DE RECIFE - 1961

Charge de SamPaulo

Em fins de maio de 1961, o diretório acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade do Recife convidou Célia Guevara - mãe de Che Guevara - para pronunciar uma palestra na faculdade. Sem entrar no mérito do quê, exatamente, a mãe de Che Guevara teria para dizer em uma palestra a estudantes de Direito, vejamos as conseqüências: o diretor da faculdade, Soriano Neto proibiu o evento. Os estudantes não aceitaram a proibição e confirmaram a palestra para a noite do dia 31 de maio. Na hora marcada, o diretor cortou o fornecimento de energia para o local onde o encontro seria realizado. Os estudantes mais uma vez passaram por cima do diretor e realizaram a palestra a luz de velas.

Che e sua mãe, Celia de La Serna

Irritados com a atitude do diretor, sobre quem tinham inúmeras queixas, os estudantes da faculdade entraram em greve e ocuparam o prédio. Só o desocupariam com a renúncia do diretor e um encontro com o presidente.

Fosse hoje essa ocupação, ela duraria até que os estudantes se cansassem de não fazer nada e deixassem o prédio vandalizado, em escombros, e o ano letivo estaria perdido. Só que o presidente naquela ocasião era Jânio, e ele não gostava de receber exigências de quem quer que fosse. Sem sequer pestanejar, com a cancha de quem já fora aluno de Direito e professor de primeiro e segundo grau, ele enviou o seguinte despacho ao ministro da Educação, Brígido Tinoco:

Embarcar para aquela cidade, e restituir o prédio ou os prédios ocupados ao diretor ou diretores da escola superior; requisitar força do Estado ou tropa federal para o imediato cumprimento do item anterior; instruir o reitor e os diretores dos institutos interessados de que o governo não relevará em qualquer hipótese as faltas dadas pelos estudantes; comunicar às entidades estudantis, que não serão recebidos pelo presidente da República, nem terão suas reivindicações examinadas enquanto não voltarem incondicionalmente às aulas. (Correio da Manhã, 06/06/1961)

Em questão de dias tanto a greve quanto a ocupação terminaram.
(18/01/2017)

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CORREIO DO POVO, RS - 1960


Em campanha para a presidência da República, Jânio visita a redação do jornal Correio do Povo, em Porto Alegre. Ao lado de Eloá está Juarez Távora, que retribuía em 1960 a grande ajuda que recebera de Jânio em sua frustrada tentativa de chegar à presidência, em 1955. (21/01/2017)

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MINAS - 1960


Não consegui apurar a data, mas pelos participantes, trata-se de um encontro de partidários da UDN. E pela presença de Milton Campos (à direita), foi depois de abril. Magalhães Pinto está ao lado de Campos e na extrema direita está o jovem deputado estadual udenista Aureliano Chaves. (22/01/2017)

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