Mostrando postagens com marcador Che Guevara. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Che Guevara. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Pílulas Janísticas — 4

Compilação de publicações da página da biografia de Jânio Quadros no Facebook

FOTÓGRAFO CHICO ALBUQUERQUE


No finzinho deste Dia da Fotografia, aproveito para homenagear o cearense CHICO ALBUQUERQUE (1917/2000), autor de um dos primeiros e mais célebres ensaios fotográficos com Jânio. A foto mais famosa é a que ilustra a capa do livro "O Fenômeno Jânio Quadros", com o mato-grossense de perfil, em expressão séria e compenetrada.

Mas há outra foto nesse ensaio, que foi recentemente descoberta, quando o IMS passou a cuidar do acervo de Chico, e abaixo vemos o processo extraordinário de restauração dessa imagem. O ensaio todo é de 1954. (19/08/2015)

**********

OS IDOS DE AGOSTO


No dia 24 de agosto de 1961 Carlos Lacerda fez o famoso pronunciamento em cadeia de rádio e TV em que acusou Jânio e Pedroso Horta de tentarem cooptá-lo para um golpe branco.

Na charge de Appe, publicada no Cruzeiro de 19 de dezembro de 1959, tempos mais felizes, em que ambos manobraram com tranqüilidade a escolha de Jânio na convenção da UDN, passando por cima de Juracy Magalhães. (E da própria UDN, na charge) (24/08/2015)

**********

25 DE AGOSTO DE 1961


Há 54 anos, a renúncia. (25/08/2015)

**********

CUBA, 1960



Durante a campanha de 1960, Fidel convidou todos os candidatos brasileiros para conhecerem Cuba. Adhemar declinou o convite, Lott sequer tomou conhecimento. Jânio aceitou, levou sua futura chancelaria e ainda um time inigualável de jornalistas.

Na primeira foto vemos Che sentado, conversando, e, da esquerda, Moniz Bandeira, Marcito Moreira Alves, Jânio e Rubem Braga. (07/09/2015)


Aproveitando para esclarecer que estas duas fotos famosas de Jânio (com cara de louco)
e Che, sendo que a de cima ainda traz Castilho Cabral à direita, são da viagem à Cuba
e não da condecoração, que só ocorreria no ano seguinte

**********

JÂNIO E BRIZOLA




Festa da Uva de Caxias do Sul - 27/2/1961

A convite do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, o presidente Jânio esteve na inauguração da tradicional Festa da Uva de Caxias do Sul, em 27 de fevereiro de 1961.

Nas fotos vemos Jânio, Eloá, Brizola, o vinicultor João Slaviero e o presidente da Festa da Uva, Bertilo Wiltgen.


Jânio provou caneco do chope Pérola na Festa da Uva de 1961

Segundo Rodrigo Lopes: "A Festa da Uva de 1961 homenageou importantes vitivinicultores da região em uma galeria disposta no antigo Parque de Exposições, da Rua Alfredo Chaves. Um deles foi o enólogo italiano Guido D’ Andrea (1888-1956), um dos precursores do cultivo de uvas finas na Serra Gaúcha.

O espaço foi oficialmente apresentado ao então presidente da República, Jânio Quadros, e ao governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Os dois foram acompanhados pelo presidente daquela edição, o empresário Bertilo Wiltgen, pelo filho Auro D’Andrea e o neto Guido".


Bertilo Wiltgen, Janio Quadros e Leonel Brizola conferem a homenagem a Guido D’Andrea
no antigo Pavilhão de Exposições, na Rua Alfredo Chaves. Mais ao fundo, o filho Auro D’Andrea (de bigode, à esquerda) e o neto Guido (de mesmo nome do avô, ao centro). Foto: Aldemor,
acervo de família (divulgação)

"Uma das paradas ocorreu no estande da Vinícola Mosele. No local, Jânio e a esposa Eloá Quadros, além de Brizola e Victorio Trez (na foto abaixo), foram recepcionados pela proprietária, Alice Lomann Mosele, e pelas meninas que desfilaram no carro alegórico da vinícola".


A rainha da festa da Uva daquele ano foi Helena Robinson.



(27/09/2015)

http://wp.clicrbs.com.br/memoria/2015/01/31/tempo-de-vindimo-a-trajetoria-de-joao-slaviero/?topo=35,1,1,,,35

http://wp.clicrbs.com.br/memoria/2016/01/25/guido-d-andrea-homenagem-na-festa-da-uva-de-1961/?topo=87,1,1,,,87

**********

DIA DO NORDESTINO


"Os sociólogos não se ocuparam deles. Os meios de comunicação não os perceberam quase. Políticos passaram ao largo. Anônimos como o povo, ou mais precisamente como o povo nordestino, os repentistas residentes em São Paulo tiveram um papel fundamental na campanha de Jânio Quadros.

Nos vinte dias que precederam as eleições, as entradas do metrô, as feiras livres, as aglomerações da Praça da Sé, do Largo de São Bento, da Praça Ramos, da Estação da Luz, da Rodoviária e sobretudo as ruas das zonas Leste e Norte se encheram de seus improvisos, aplaudidos pelos circunstantes. Tema: Jânio Quadros". (José Luiz Silva, "Jânio Quadros e os Nordestinos de São Paulo", edição do autor, 1985)

Desde o apoio a José Américo em 1937 até o apoio a Juarez em 1955, Jânio sempre teve a melhor relação com os nordestinos. Em sua campanha de 1985 surgiu até um livrinho chamado "Jânio Quadros e os Nordestinos de São Paulo", misturando as razões para o apoio a Jânio com as manifestações de repentistas e escritores de cordel. (08/10/2015)

**********

GOLIAS, NÓBREGA E OS BILHETINHOS DE JÂNIO


"Jânio Quadros, quando governador de São Paulo (1955-1959), ficou famoso por seus bilhetinhos, que era a forma como costumava se comunicar com seus assessores e comandados. Esse modo diferente de comunicação inspirou o livro Os Bilhetinhos de Jânio, de 1959, escrito pelo jornalista J. Pereira, que fora chefe do Serviço de Imprensa do governo de São Paulo quando Jânio era governador.

Em 1960 a gravadora Continental lançou um LP também chamado Os Bilhetinhos de Jânio com Manoel de Nóbrega e Golias. Nesse disco, Nóbrega fazia as vezes do locutor que narrava o fato que resultou num bilhetinho de Jânio. Golias, por sua vez, fazia a locução do bilhetinho enviado, imitando quase que perfeitamente o então candidato à presidência Jânio Quadros."

Há um trecho do LP no blog de onde vem essa matéria: (18/10/2015)

http://baudomaga.com.br/humor/2015/03/11/golias-imitando-janio-quadros/

**********

HÁ 30 ANOS...


A campanha eleitoral ia se aproximando do fim. Os institutos de pesquisa davam vitória a Fernando Henrique. Jânio vinha em segundo e Suplicy corria por fora.

A VEJA preferia Fernando Henrique mas pegava leve nos ataques a Jânio. Essa sutileza foi sendo abandonada com o tempo. Na foto, que vem da edição de 13/11/1985 - dois dias antes da eleição - a legenda diz "nesta sexta-feira 4,8 milhões de eleitores decidirão se o ex-presidente Jânio Quadros etá partindo ou voltando"... (28/10/2015)

**********

VEJA - 6-11-1985


"A aposta da direita contra o PMDB"...

Que ironia... Jânio, que flertou com o socialismo a vida inteira, era agora o representante da direita na eleição, ignorando Suplicy - seu antigo eleitor - e jogando sobre Fernando Henrique - em quem Jânio votou para o senado, em 1978 - a pecha de comunista e maconheiro.

O PMDB ainda era um partido idealista e herdeiro dos movimentos democráticos, mas começava a rachar, tendo de um lado símbolos da esquerda como FHC, Montoro e Mário Covas, e do outro uma ala fisiológica que acabaria dominando o partido. Em 1988 surgiria o PSDB.

Àquela altura da eleição de 1985, porém, tudo poderia acontecer. Jânio era popularíssimo, mas como os institutos de pesquisa estavam todos ao lado de FHC - com exceção da Jovem Pan e do Vox Populi - havia uma incerteza total. O dia 15 estava para chegar... (07/11/2015)

**********

HÁ 30 ANOS


Folha de S. Paulo, 13/11/1985

Na véspera terminavam o horário eleitoral e a campanha, com comícios de Jânio na Sé e FHC na Praça da República: "O comício do PMDB, no momento de maior afluência de público, às 20h30, reunia 30 mil pessoas, segundo levantamento técnico do DataFolha. o comício janista chegou a reunir 20 mil pessoas às 19h".

Estaria correto o tal "levantamento técnico" do recém-criado DataFolha? A Folha não escondia seu desprezo por Jânio e preferência por Fernando Henrique. Basta dizer que na página 3 dessa edição há textos de Paulo Francis e - quem diria - Fernando Sabino destruindo o ex-presidente.

E como não rir de Jânio? "O candidato Jânio Quadros, ao discursar durante trinta minutos, (...) atacou Cardoso, qualificando-o em duas ocasiões de "o candidato da maconha'"...

Faltava pouco... (13/11/2015)

**********

HÁ 30 ANOS


Fim de um dos horários eleitorais gratuitos mais divertidos e inesquecíveis de todos os tempos. Jânio, seu terno quadriculado, óculos que mais pareciam janelas de ônibus e um mapa de São Paulo; FHC e o elenco completo de Roque Santeiro e Ti Ti Ti; e Suplicy e seu jingle maravilhoso: "Experimente Suplicy... é diferente de tudo que está aí"...

Charge de Glauco, Folha de S. Paulo, 13/11/1985 (13/11/2015)

**********

INÍCIO DE NOVEMBRO DE 1985


Os institutos de pesquisa, fechados com FHC até então, começam a reconhecer que Jânio talvez possa sair vencedor...

Charge de Orlando, Folha de S. Paulo, 30/10/1985 (14/11/2015)

**********

15 DE NOVEMBRO DE 1985


Engraçado que a Folha colocou na capa do jornal, no dia da eleição, em primeiro plano, a foto que FHC tirou sentado na cadeira do prefeito. No entanto era Jânio que "cantava vitória"... (15/11/2015)



**********

HÁ 30 ANOS, HOJE


Na sexta-feira, 15 de novembro de 1985 se realizou a primeira eleição para prefeito de São Paulo desde a vitória de Faria Lima, vinte anos antes. Os candidatos eram Jânio, FHC e Suplicy. Naquele dia, FHC, ainda confiante de que venceria, levando em consideração a grande maioria das pesquisas publicadas aqui e ali, deu uma entrevista a Carlos Brickmann, na época jornalista do grupo Folha.

Entre outras coisas, disse que gostaria de ser presidente. E nove anos depois dessa derrota estrepitosa e humilhante ele se tornou o melhor presidente que tivemos em décadas.

Mas precisou levar uma surra de Jânio, primeiro. As derrotas geralmente são didáticas. E providenciais. (15/11/2015)

**********

JÂNIO VENCE A ELEIÇÃO


Há 30 anos, hoje

No dia seguinte à eleição foram por terra todas as previsões inúteis vindas dos institutos de pesquisa. Jânio venceu.

A Folha, pra variar, não escondia sua amargura. Na página 2 trazia editoriais com títulos óbvios como "Pior do que o passado" e "Nossos Pêsames". Mas já na capa, junto à foto dos dois candidatos, vinha estampada esta charge de Angeli. (16/11/2015)

**********

JÂNIO VOLTOU


Há 30 anos. Recordo-me da perplexidade dos partidários de FHC; uma esquerda intelectualóide, pequeno-burguesa, chata, metida à socialista, embrião da esquerda caviar de hoje. Para eles, era simplesmente inacreditável que Jânio tivesse a seu lado o povo mais humilde e numeroso da capital. Sem falar no grande elemento daquela eleição, que foi o voto silencioso, tímido, dos janistas que não declararam seu voto até o fim, para não terem que sofrer a vergasta da chatice esquerdista.

Não adiantou ter o elenco de Roque Santeiro e toda a MPB no horário eleitoral de Fernando Henrique. Jânio voltou para seu último mandato.

E iniciava-se ali o último quadrante de sua vida. (17/11/2015)

**********

110 ANOS DE AFONSO ARINOS


Completaria hoje 110 anos Afonso Arinos de Melo Franco, grande detrator de Getúlio no senado, autor da lei anti-racismo e mais tarde criador da política da "Auto-determinação dos Povos", aplicada no governo de Jânio, do qual Arinos foi chanceler.

Figura máxima do Direito e das Letras, Arinos escreveu com Jânio a famosa "História do Povo Brasileiro" em seis volumes, lançada em 1967 (Jânio cuidando da parte colonial e Arinos escrevendo sobre Império e República), além de ter deixado quatro volumes de memórias da maior importância tanto para a literatura quanto para a história.

Na foto, Arinos (à esquerda), Jânio e Castilho Cabral. (27/11/2015)

Mais uma foto mesmo evento. Arinos tem em sua frente um "pixuleco" do bem: um bonequinho inflável de Jânio feito pelo MPHQ para celebrar sua volta ao Brasil, depois de longa viagem ao exterior

**********

JÂNIO VOLTA AO BRASIL - MARÇO DE 1962

A multidão santista estava em euforia com a chegada do ex-presidente

O navio Ruys, de bandeira holandesa, trazendo o ex-presidente de volta ao Brasil

Jânio acenava para os santistas que se aglomeravam nas muretas da Ponta da Praia

Jânio volta triunfalmente ao Brasil, seis meses depois de renunciar. Mas ele foi inábil e não soube capitalizar sobre essa fama. Pouco depois pariu, junto a Pedroso Horta, um texto amorfo e rebarbativo chamado "Razões da Renúncia", que leu em rede nacional, levando à frustração e ao sono todos aqueles que esperavam razões concretas e reais para seu gesto de agosto de 61.

Resultado: se candidatou ao governo nesse mesmo ano e perdeu para Adhemar, a quem derrotara tantas vezes na década anterior. (13/12/2015)

A volta de Jânio ao brasil pela cidade de Santos (1962)

Enorme multidão, que lotava quase um quilômetro de cais desde as primeiras horas da tarde do dia 7 de março de 1962, saudou entusiasticamente o ex-presidente Jânio Quadros, por ocasião da sua chegada a Santos, após uma ausência que se prolongara por 6 meses e 10 dias, exatamente, a contar do seu embarque no "Uruguay Star", em agosto de 1961.

Quando o transatlântico "Ruys", de bandeira holandesa, que trazia o Sr. Jânio Quadros, sua esposa, d.Eloá e sua genitora, d.Leonor, alem de centenas de turistas e imigrantes, acostou ao cais do armazém 14, após uma entrada triunfal, na barra e no estuário, o entusiasmo de que se achava possuída a multidão chegava ao ápice.

Verdadeiramente delirante foi toda a manifestação recebida pelo ex-presidente, na qual se mesclavam, a par de grande emoção, os mais variados pronunciamentos do povo: "Jânio voltou!" — "Salve o maior presidente da História brasileira!" — "Aqui está de novo o nosso líder!" — "Jânio é a nossa esperança!" e muitos outros, que espelhavam sugestivamente os anseios do povo por uma nova ordem. (Transcrito do Jornal A Tribuna, de 8 de março de 1962)

Jânio fez questão de falar aos santistas que lotaram o cais do porto

Jânio Quadros caiu nos braços da multidão

https://www.facebook.com/memoriasantista2014/

**********

HÁ 70 ANOS


Em 2 de dezembro de 1945 ocorreu a primeira eleição direta para a presidência da república depois do golpe de 1930, que jogou o país durante quinze anos nas mãos minúsculas de Getúlio. Os candidatos eram Eduardo Gomes, Eurico Dutra, Yedo Fiúza e Mário Telles. Os dois primeiros eram os únicos com chances reais de vitória, e foi uma disputa renhida, difícil. Dutra venceu.

Jânio, ainda mero advogado e professor, apoiou Eduardo Gomes, mas pouco depois, já vereador, conheceu Dutra e entreteve com ele relações cordiais pelos anos seguintes.

Ambos foram os únicos presidentes mato-grossenses que o Brasil já teve. Na foto, o encontro, em 1959, do agora ex-presidente com o futuro presidente. (23/12/2015)
______________________________________

Adquira a BIOGRAFIA DEFINITIVA DE JÂNIO QUADROS

Jânio - Vida e Morte do Homem da Renúncia
Vol I: "Um Moço Bem Velhinho"
Bernardo Schmidt
Editora O Patativa
350 pgs ilustradas
R$ 30,00 (Frete incluso para todo o Brasil)

Compre através do e-mail editora.opatativa@gmail.com
_______________________________________________________

Ver também:
______________________________________

domingo, 29 de novembro de 2015

Pílulas Janísticas — 2

Compilação de publicações da página da biografia de Jânio Quadros no Facebook

JÂNIO E SAMUEL WAINER


Amigos ocasionais, Jânio - deputado federal e candidato à presidência - e Samuel tomam um cafézinho e proseiam sobre o Brasil na visita do mato-grossense à "Última Hora", em fevereiro de 1959. (30/05/2014)

(Imagem do Arquivo Público do Estado de São Paulo) 

**********

JÂNIO E GOLIAS


Ao contrário de tantos políticos biliosos, vingativos e sem humor que vemos por aí, Jânio tinha espírito esportivo e compreendia o fato de ser um alvo fácil para os imitadores e os humoristas da época. Quando a imitação vinha com talento e qualidade, Jânio se divertia como qualquer pessoa. E assim começou sua amizade com o saudoso Ronald Golias.

No site oficial de Golias vemos um texto que fala sobre essa ligação tão inusitada quanto verdadeira:

"Antes de ser presidente da república em 1961, Jânio havia sido prefeito de São Paulo em 1953 e governador da mesma em 1955. Em 1958, Jânio resolve fazer uma campanha para seu Secretário da Fazenda dar continuidade ao governo em 1959. Embora Carvalho Pinto fosse um homem muito culto, não era popular e conhecido. Victor Costa já havia, nesta época, comprado a TV Paulista e Ângela Maria já ia começar um programa semanal. Até então Manoel de Nóbrega, Carlos Alberto e Golias não haviam feito nada na televisão. Victor pergunta se Golias podia fazer um quadro de humor no programa da Ângela Maria que ia estrear, pois sua imitação de Jânio Quadros era perfeita. Carlos Alberto resolve escrever ao Golias um quadro de pergunta e resposta com a imitação de Jânio Quadros.

Foi um grande sucesso. Jânio Quadros gostou tanto, que pediu ao Victor Costa que toda semana Golias o imitasse, e depois o governador contratou Golias, Carlos Alberto de Nóbrega e Chocolate para ir ao ABC Paulista com um pick-up na porta das fábricas para distribuir pintinhos, pois a campanha do Carvalho Pinto era pintinhos que colocava na lapela do paletó. Naquela ocasião, todos estavam proibidos de falar em política, apenas fazer o show e distribuir os pintinhos. A campanha durou 2 meses e foi um sucesso absoluto. Golias e Carlos Alberto ganharam em 2 meses muito mais dinheiro do que em 2 anos de rádio e televisão".

A amizade seguiu pela vida afora. No velório de Jânio, na Assembléia Legislativa, em meio a políticos, o governador e o presidente, estava o bom Golias, prestando sua homenagem final.

http://www.ronaldgolias.com.br/janio.htm (02/06/2014)

**********

JÂNIO E A FAMÍLIA MESQUITA


Essa capa do Jornal da Tarde (irmão caçula do Estadão) que anunciava a vitória de Jânio nas eleições de 1985 dá bem a medida do intenso desprezo que os Mesquitas nutriam pelo ex-presidente. Não era pra menos; nem na mocidade o ponto de vista de Jânio se coadunou com o do Estadão. Apoiou José Américo e não Armando de Salles até que o Estado Novo acabou com a possibilidade desse pleito ocorrer, em 37.

Em 45 e 50 apoiou Eduardo Gomes mais pelo respeito ao veterano de 22 do que pela UDN; em 53 derrotou Francisco Cardozo e em 54 derrotou Prestes Maia, ambos candidatos da UDN; em 55 repetiu-se uma atitude que marcava Jânio: ele apoiava PESSOAS, e não partidos. Apoiou Juarez pelo respeito ao velho tenente e sequer tomou conhecimento do partido. Em 57, mesma coisa, apoiou Prestes Maia porque o admirava como político e administrador e passou ao largo de sua filiação partidária.

Em 60 Jânio se elegeu presidente por uma coligação que incluía a UDN. Depois da posse, não fez outra coisa do que flertar com o socialismo, indignando os reaças da União Democrática Nacional, mormente Carlos Lacerda.

O golpe de 64 acabou com os partidos. Mas não com o desprezo dos Mesquitas por Jânio. Esse só aumentou. (09/06/2014)

**********

JÂNIO E LACERDA


Charge de Théo, dezembro de 1953.

Jânio e Lacerda acabavam de se conhecer e de identificar propósitos semelhantes de combate à corrupção. A vassoura encontrava o arauto da oposição.

Mais do que uma amizade - o que nunca foi, de fato - trata-se de uma associação política que tinha tudo para dar certo. Bastava que ambos fossem um pouco menos emocionais, menos sangüíneos, e um pouquinho mais equilibrados. (17/06/2014)

**********

JQ E JK


Na foto, provavelmente de 1958, dando autógrafos. Entre Jânio e Juscelino está o General Nelson de Mello, chefe do Gabinete Militar de JK, e à direita o jornalista Carlos Spera.

Relação complicada. Tiveram associação produtiva e operosa como presidente e governador, mas Jânio condenou os excessos de seu antecessor quando tomou posse na presidência. Magoou JK. Anos depois, ambos cassados, se reencontraram algumas vezes. Jânio afirmou publicamente que estava arrependido do que dissera e, mais do que isso, arrependeu-se para o próprio JK.

Se JK relevou, nunca saberemos. Provavelmente não. Em entrevistas não citava Jânio nem para o bem, nem para o mal. No automóvel em que morreu, tinha consigo a Manchete com Jânio na capa, falando da renúncia 15 anos depois. (25/06/2014)

**********

CARVALHO PINTO PARA GOVERNADOR


As campanhas estaduais de 2014 são de dar vergonha e nojo. Candidatos medíocres, de bolso de colete, fugindo da polícia, cassados por corrupção, condenados em primeira instância, pegos em video roubando e corrompendo... esse é o Brasil. E esse é o povo que os elege diretamente.

Em 1958 Jânio lançou a candidatura de seu secretário da Fazenda, Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto - neto de Rodrigues Alves - para sucedê-lo nos Campos Elíseos.

CP era uma negação como político de palanque; não empolgava, não tinha empatia com o povo, não era bom orador. Mas era um grande administrador, um homem brilhante de finanças e um advogado cultivado e competente. E no palanque ele tinha Jânio para promovê-lo entre a população paulista. Foi o suficiente para elegê-lo.

Governou de 1959 a 1963. (07/07/2014)

**********

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO
(26/7/1930 - 08/07/2014)


Coincidência dolorosa que o último post desta página tenha sido sobre Carvalho Pinto, e ontem faleceu o coordenador de seu Plano de Ação no governo de São Paulo, Plínio Soares de Arruda Sampaio, aos 84 anos.

Tive o prazer imenso de entrevistar Plínio em sua casa há alguns anos para o livro de Jânio e foi uma das prosas mais deliciosas que já tive. Falamos de seu pai, João Batista de Arruda Sampaio, Secretário da Segurança de Jânio e que possuía o mimoso apelido de "João Faca", falamos de CP, de JB, de Portugal Gouveia, de Abreu Sodré, do Largo São Francisco, de sua frustrada candidatura à prefeitura de São Paulo em 1961, Reforma Agrária e de tudo o que veio depois.

Escreverei mais sobre Plínio em breve. Na foto, o político quando jovem, com CP e com este biógrafo. (09/07/2014)

**********

JÂNIO E NIEMEYER


Nunca fui admirador das obras de Niemeyer. Conheço Brasília e mais um punhado de trabalhos seus no Rio e São Paulo, e, com raras exceções, faço coro com a acusação fundamental que ele sofreu por toda a vida: a de alguém que criava pensando na forma, em detrimento ao conteúdo. Por fora, obras futurísticas, estilosas, extraordinárias. Por dentro, uma calamidade de cimento, sem ventilação e funcionalidade. É, inclusive, emblemático que na mesma semana tenhamos perdido também o brilhante Décio Pignatari (este em 2/12/2012 e Niemeyer em 5/12/2012), outro a quem sempre admirei pela inteligência, pela lucidez e pelo senso crítico, e não por aquela baboseira que é o concretismo. Mas o curioso está no fato de que vem de Pignatari a melhor e mais irônica definição que já ouvi de Oscar: "É o maior escultor do Brasil". Não obstante, tanto Oscar quanto Décio são pilares da nossa cultura e merecem ser cultuados, estudados e lembrados pela devoção à arte, a sensibilidade e o amor pelo nosso país.

Na foto, Jânio e Eloá ao lado de Oscar em - creio - 1987. A discussão era a respeito da elaboração e construção do Paço Municipal, projeto que já vem sendo discutido há quase um século e que nunca saiu do papel. Assim como todos os marxistas-leninistas puros e sem amarras políticas - o que não era o caso de Prestes, em quem sobrava boa intenção mas transbordava a desorientação política e programática, levando-o ao disparate de mobilizar o partidão a votar em Lott na eleição de 1960 - Oscar gostava de Jânio e acreditava de todo o coração que a renúncia fora, de fato, motivada pela pressão reacionária ao governo progressista que vinha realizando. Era também o que pensavam ícones do comunismo como Jorge Amado e Leôncio Basbaum. O tempo se encarregaria de mostrar sobejamente o quanto estavam enganados, mas, teimosos como eram, os comunistas de boa cepa não desavieram-se jamais com Jânio. (15/07/2014)

**********

CONDECORAÇÃO DE CHE GUEVARA


Em 19 de agosto de 1961, seis dias antes de renunciar, Jânio condecora Che Guevara, ministro da Indústria e Comércio de Cuba, com a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Diria Jânio sobre o assunto ao Globo Repórter, 20 anos depois:

"Eu me envaideço dessa condecoração. Em primeiro lugar condecorei um homem límpido, examinemos o homem, um homem límpido. Um homem honrado, um sonhador, Dom Quixote das Américas. Acabou morto como vimos, como um cão, na Bolívia. (...) Condecorei Guevara e verifiquei que a meu derredor, filha da incompreensão, havia uma adversão que tocava as raias do ódio pessoal. Havia condecorado ‘uma expressão do comunismo internacional’. Isso para mim era indiferente". (20/08/2014)

**********

JÂNIO E A VASSOURA

"Eu não acredito que a vassoura esteja fora de moda. Se há país que está precisando de uma vassourada é este!"

No "Pinga-Fogo" da TV Tupi, em 15 de maio de 1979, Jânio responde à pergunta do jornalista Almir Guimarães, que comandava o programa, e dá uma aula de política, tão atual, passados 35 anos.

Divirtam-se. (27/08/2014)

 


**********

Bilhete de Jânio, quando presidente, a seu secretário particular, José Aparecido:


"Aparecido,
Leio a um jornal que o Ministério está em crise...
Veja se a localiza para mim.
Leio, também, que recebi, da Fazenda, um bilhete "enérgico"!
Desminta. O Ministro é educado, bastante, para não escrevê-lo ao Presidente.
E o Presidente não é educado, bastante, para receber tal bilhete..." (08/09/2014)

**********

ROBERTO FREIRE, "A ESQUERDA SEM DOGMA"


























Meus caros, ontem estive com meu irmão Alexandre no lançamento do livro "A Esquerda sem Dogma", que conta a trajetória política de Roberto Freire.

Freire é uma das poucas figuras realmente admiráveis de nossa política. Nem sempre concordei com ele, por vezes estive em campo diametralmente oposto ao dele, mas sua honestidade medular e seu amor incondicional pelo Brasil são inegáveis.

É motivo de orgulho, também, para nós e para ele, a coragem com que acusou o processo de apodrecimento moral de Lula e do PT, passando a pregar a união das oposições em torno de um objetivo comum: tirar essa camarilha do poder.

Que bom que ainda temos políticos com a inteligência e a envergadura moral de Roberto Freire. (08/08/2014)

**********

O grande vencedor da eleição estadual de 3 de outubro! (de 1954) (30/10/2014)

**********

RELEMBRANDO TUTU


A foto é de 1958, durante a campanha de Carvalho Pinto à sucessão de Jânio no governo do estado. O jornalista Ruy Marcucci, ligado a CP, não se furtou de nomear Tutu, lindíssima, aos 15 anos, de "musa da campanha". (06/11/2014)

**********

Jânio em pose napoleônica, Magalhães Pinto (Zé Aparecido entre eles) e o bom Quintanilha Ribeiro. Provavelmente durante a campanha presidencial, em 1960. (23/11/2014)

**********

MONIZ BANDEIRA


Primeiro biógrafo de Jango, e um dos poucos que se aferrou á versão primitiva de que Jango morreu de enfarte, mesmo, descartando qualquer possibilidade de envenenamento, o historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira participou da comitiva que esteve com Jânio em Cuba, em 1960.

Depois da renúncia ele escreveu "O 24 de agosto de Jânio Quadros" (1961) e quinze anos depois refundiu-o com outros textos em "A Renúncia de Jânio Quadros e a Crise Pré-64". São livros interessantes. Trazem o relato de Bandeira no calor do momento, e ainda não vinham eivados do marxismo encarniçado que ele passou a professar com o tempo, e que comprometem boa parte de sua extensa obra.

Morto Jango, Bandeira preparou-se para lançar o que viria ser o livro "O Governo João Goulart - As Lutas Sociais no Brasil (1961-1964)". Solicitou a Jânio um depoimento. Jânio o enrolou durante semanas por conta de uma exposição de suas pinturas. Bandeira se abespinhou e cortou relações.

Na época da foto com apenas 25 anos, Bandeira está hoje com 79. (04/12/2014)

**********

JÂNIO E YURI GAGARIN


Em 3 de agosto de 1961 Jânio condecorou o astronauta russo com a Ordem do Cruzeiro do Sul - mesma comenda que deu a Che Guevara 15 dias depois.

"Na ocasião foi condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul pelo presidente Jânio Quadros com as palavras “você abriu para a humanidade a ilimitada esfera do conhecimento...”. Ao partir, Gagarin levou entre as lembranças de sua visita um beijo da bela brasileira Sonja Gracie. Sua visita deixou em muitos brasileiros o desejo de seguir seus passos". (23/02/2015)

http://brazilianspace.blogspot.com.br/2011/07/cinquenta-anos-no-espaco-lembrancas-do.html

**********

1954, a bordo do COMTE GRANDE, Jânio, Eloá e a menina Dirce,
a caminho da Europa. (26/02/2015)

**********

O TÉDIO DA CAMPANHA DE 1982


Retratado com maestria por Madalena Schwartz (28/02/2015)

Fonte: www.ims.com.br

**********

1ª REUNIÃO DE GOVERNADORES - 24/3/1961


Da esquerda para direita: governador do Paraná, o bom Ney Braga, amigo de infância de Jânio e colega de peraltices no draconiano Ginásio Paranaense;

Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que se aproximou de Jânio cheio de desconfiança, e com quem acabou se dando muito bem, realizando notável trabalho conjunto, naqueles curtos sete meses;

O vice-presidente Jango, cujo fato de ser cunhado de Brizola em nada contribuiu para mudar sua relação com o presidente, que foi sempre da indiferença à hostilidade; e o velho Celso Ramos, governador de Santa Catarina. (02/04/2015)

**********

JÂNIO CORINTHIANO


Até chorar pelo Corinthians ele chorou, em comício. Se estava sendo sincero, ou se tudo não passava de manobra eleitoral, só Deus sabe. (25/04/2015)

**********

Início de 1957. Bate-papo divertidíssimo entre Jânio, governador de São Paulo, e Adhemar de Barros, que acabava de voltar de sua aventura boliviana, para onde fugira a fim de evitar uma prisão vexatória por uma série de processos. E estava em plena campanha para prefeito da Capital.


Eleito, Adhemar fez uma viagem para os Estados Unidos. Governador e prefeito trocaram correspondências em que sobram farpas para todos os lados. Impagável.


Publicado na revista "O Governador" em 14/2/57 e 04/04/57
(06/05/2015)
_______________________________________________________

Jânio - Vida e Morte do Homem da Renúncia
Vol I: "Um Moço Bem Velhinho"
Bernardo Schmidt
Editora O Patativa
350 pgs ilustradas
R$ 30,00 (Frete incluso para todo o Brasil)

Compre através do e-mail editora.opatativa@gmail.com
______________________________________

Ver também:
______________________________________
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...